Ponte Frei Paolino: Construtora não apresenta plano com medidas emergenciais e pede mais prazo

  • 17/06/2026
(Foto: Reprodução)
Ponte que desabou e deixou quatro feridos no AC ligava distritos de município Após a Justiça do Acre determinar que a Construtora Cidade Ltda, responsável pela construção da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, adote medidas emergenciais voltadas à proteção da população e mitigação dos riscos devido ao desabamento, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) confirmou que a empresa não apresentou o plano definitivo. Além disso, a PGE também detalhou que a construtora informou que faz o levantamento de dados e pediu mais prazo para entregar o documento. O pedido foi feito via judicial. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A ponte desabou na noite do último dia 5 com quatro pessoas sobre a estrutura. O local estava interditado desde o dia anterior por apresentar risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da queda. O g1 apurou que, no último dia 9, a empresa entrou com um pedido de reconsideração e solicitou 15 dias para apresentar a defesa, 20 dias para apresentar o plano de assistência às famílias afetadas e 90 dias para entregar o laudo técnico. A empresa que disse que prefere não se manifestar nesse momento. Ponte Frei Paolino Baldassari desabou em Sena Madureira, no Acre Pâmela Celina/g1 Um dia após o desabamento, a PGE-AC e o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) entraram na Justiça com duas medidas judiciais para assegurar a responsabilização da empresa. LEIA TAMBÉM: Ponte Frei Paolino: Construtora responsável por obra tem bens bloqueados pela Justiça Moradores fecham rodovia em protesto por melhorias após ponte desabar no Acre Empresa responsável por ponte que desabou no AC assinou outras seis obras no estado; veja quais Desabamento de ponte no AC afeta rotina de moradores e faz trajeto quadruplicar: 'Condições precárias' O objetivo, segundo a gestão, era garantir a adoção de providências tomadas pela construtora e a preservação de recursos para reparar os danos causados pelo colapso da ponte. A Justiça deferiu, de forma parcial, as medidas do governo. Na decisão, também foi fixada multas diárias que somam R$ 200 mil, em caso de descumprimento. Confira abaixo um resumo dos pedidos do governo e a decisão da Justiça acreana: Que empresa preste assistência material às vítimas, incluindo custeio de despesas médicas, hospitalares e de reabilitação não cobertas pela rede pública - A Justiça atendeu esse pedido e deu um prazo de 5 dias para que a empresa apresente um plano de assistência às famílias, instabilidade das margens ou por riscos decorrentes do colapso. A determinação inclui a remoção e oferta de habitações, caso haja necessidade, e estabelece multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento; Envio de uma equipe técnica da construtora para vistoriar a estrutura que ficou, com apresentação de laudo técnico sobre as condições e as medidas emergenciais para evitar novos danos - A Justiça também estabeleceu um prazo de 72h para que a construtora envie a equipe e faça a vistoria na estrutura. No prazo de cinco dias, a responsável pela obra apresentar um laudo técnico à Justiça e ao Deracre. Multa diária de R$ 50 mil, caso seja descumprida; Obrigação de adoção imediata de medidas mitigatórias emergenciais destinadas à contenção de riscos - Ações de sinalização, isolamento, estabilização provisória e outras providências técnicas recomendadas para evitar novos danos devem ser adotadas. Em caso de descumprimento, a empresa deverá pagar multa diária de R$ 100 mil. Ponte Frei Paolino Baldassari estava interditada no dia anterior a queda Pedro Devani/Secom Bens da construtora bloqueados Na última sexta-feira (12), a Justiça do Acre determinou o bloqueio de bens da Construtora Cidade, responsável pela construção da ponte. A medida atende a uma ação cautelar antecedente com pedido de tutela de urgência apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) na Vara Cível de Sena Madureira. O objetivo é garantir recursos que possam ser utilizados na reparação dos danos causados pelo desabamento da estrutura. O bloqueio foi fixado em até R$ 36 milhões, valor correspondente ao custo da obra. A decisão também manteve a suspensão de contratos e pagamentos do governo estadual à empresa, medida adotada pelo Estado desde o último sábado (6). VÍDEO mostra momento em que ponte desaba no interior do Acre Além disso, a Justiça determinou a preservação de documentos e provas relacionados à construção da ponte, incluindo projetos, relatórios de fiscalização, medições e demais registros técnicos. O Estado também deverá apresentar, em até 15 dias, as apólices de seguro da obra e informações sobre eventual comunicação do sinistro à seguradora. Outra determinação estabelece prazo de 30 dias para a apresentação do laudo oficial sobre as causas do desabamento, além do laudo de dano ambiental elaborado pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre. No mesmo prazo, a construtora e o Estado deverão apresentar um plano de trabalho com cronograma para a retirada dos escombros e reconstrução da ponte. O governo também deverá detalhar ações emergenciais para garantir a manutenção da Estrada Mário Lobão. Entenda o caso A Ponte Frei Paolino Baldassari foi inaugurada no dia 19 de dezembro de 2023 e tinha 232 metros de extensão. Executada pela construtora Cidade Ltda, a obra custou mais de R$ 36 milhões. Conforme o Corpo de Bombeiros, a parte da estrutura que ruiu corresponde a 60% da extensão, o que dá cerca de 139 metros. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente, enquanto o Ministério Público do Acre (MP-AC) abriu procedimento e solicitou uma perícia ao DNIT para verificar se houve falhas no projeto, na execução da obra ou nos materiais utilizados. Após o desabamento, a Justiça determinou que a Construtora Cidade Ltda., responsável pela obra, adotasse medidas emergenciais para reduzir os riscos à população, sob pena de multa diária. A empresa informou que havia identificado rachaduras e movimentações no solo dias antes do acidente e recomendado a interdição da ponte. Segundo a construtora, o desabamento foi provocado pelo fenômeno conhecido como "terras caídas", processo de erosão das margens dos rios comum na região amazônica. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/06/17/ponte-frei-paolino-construtora-pede-mais-prazo-para-entregar-plano-de-medidas.ghtml


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