Escola sem celular: 85% dos professores apontam melhora em desempenho de alunos, diz pesquisa da rede pública do DF
03/07/2026
(Foto: Reprodução) Proibição de celulares nas escolas: pesquisa mostra que rendimento dos estudantes aumentou
Uma pesquisa da Secretaria de Educação do Distrito Federal aponta que 85% dos professores perceberam melhora no desempenho dos alunos após os celulares serem proibidos nas salas de aula.
Ainda de acordo com o levantamento, que ouviu 4 mil integrantes da comunidade escolar, 78% dos professores avaliaram positivamente as mudanças provocadas pela lei.
🔎 A Lei nº 15.100/2025 foi sancionada pelo presidente Lula em janeiro de 2025, e entrou em vigor logo em seguida, no início do ano letivo. A nova norma previa a proibição do uso de celulares na escola durante as aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares.
Veja outras impressões apontadas pela pesquisa:
➡️ a participação dos estudantes melhorou para 75% do corpo docente;
➡️ 32,3% dos alunos perceberam melhora significativa na atenção;
➡️ seis a cada dez estudantes dizem não sentir falta do celular durante a aula️;
➡️ 37% aceitam a restrição ao uso dos aparelhos.
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Mudanças na prática
Aviso sobre proibição de celulares em sala de aula
TV Globo/Reprodução
No CED 01 do Guará, os alunos lembram da época em que os celulares eram permitidos e reconhecem que o aparelho atrapalhava o rendimento.
"A maioria ficava na rede social e isso tomava o tempo de estudo que a gente tinha. A gente acabava trocando as prioridades", afirma a estudante Samara Ferreira, de 17 anos.
"Eu passava várias aulas com fone de ouvido. Se eu tinha preguiça de fazer alguma tarefa, eu jogava no Chat GPT ou no Google", lembra Manuela Ferreira, também de 17 anos.
A proibição foi dolorida no início para os alunos, e a direção precisou da ajuda dos pais e responsáveis para que a mudança de comportamento ocorresse. No entanto, os estudantes afirmam que a decisão foi importante.
"No começo, eu achava péssimo, mas, hoje em dia, eu vejo que foi uma conquista para a educação brasileira. Eu vejo que meu desempenho melhorou muito. Agora, eu tenho que correr atrás das minhas coisas. Não tem Chat GPT para me ajudar", afirma Manuela.
Mesmo assim, o supervisor pedagógico ainda precisa ficar atento porque alguns alunos insistem em usar o celular no ambiente escolar.
"A gente vai lá, pega, leva na 'gozação', na palhaçada. Mas, na maioria das vezes, a gente recolhe. É recolhido, colocado em uma caixa e comunicado aos pais", conta o supervisor Carlos Magno.
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